sexta-feira, 12 de abril de 2013

Porkoembú



Por bares espalhados na capital, na periferia, em outros estados e ao redor do mundo. Uma quinta-feira com cara de anos 90. O time (limitado) entrou com uma meta: vencer e se classificar. As circunstancias eram contrárias, mas a CAMISA é mais forte, entrou em campo junto com os gritos de 34 mil Palestrinos na canja municipal, e com outros milhões que torciam não apenas pela vitória e classificação, e sim para que um GIGANTE continue lutando para voltar de onde nunca deveria ter saído. 
Com golpes de sorte que ha tempos não apareciam, vencemos. Chute errado que parou no lugar certo, foi o suficiente para coroar o volante que se intrometeu na área como um artilheiro. Expulsão besta. Cabeçada a queima roupa, com os pés o 25 salvou. Chute cruzado, o zagueiro tenta afastar e... a bola inacreditavelmente passa sobre a trave. Apito final, a alegria contagia a todos, somos guerreiros. Uma mistura de RAÇA e TRADIÇÃO, se preparem estamos nas oitavas.

domingo, 17 de março de 2013

Falta personalidade, técnica, raça, vontade, etc...


Jogo feio, o adversário é o lanterna, a normal e constante dificuldade de criar jogadas está presente. Eis que surge uma penalidade sofrida pelo nosso 9, aquele mesmo que há duas semanas perdeu um gol incrível na Argentina. Em campo um camisa 11 vindo da Alemanha que até agora se mostrou tão produtivo como foi na campanha do rebaixamento do ano passado. Mas quem cruza o campo e coloca a bola na marca da cal é o capitão e zagueiro metido a volante número 3. A torcida sente o perigo e tenta dar forças gritando seu nome..... Só que a bola passou rente a trave e se perdeu pela linha de fundo. Culpa do zagueiro? Culpa do omisso 11 que poderia ter segurado a bola? Culpa do 9 que ainda não balançou as redes em cinco partidas? Culpa do treinador que poderia ter dado mais confiança para que qualquer um convertesse a cobrança? Uma coisa é certa: os vagabundos que estão ali não possuem a mínima condição de vestir nostra CAMISA, são covardes que desconhecem a grandeza do nosso PALESTRA.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Clássico para nos dar força.


Domingo.
Dia de clássico. De um lado o time do povo time da imprensa, do outro um alviverde desacreditado, apesar do resultado positivo na estréia da Libertadores. Para quem vê de longe, vai ser um massacre, há mais ou menos uns 2 meses ambos viveram situações marcantes na história, campeão do mundo x rebaixado. Pela lógica vai ser fácil, a torcida do mandante vai deixar os poucos visitantes quietos. Mas futebol não é lógico, é paixão. Paixão que move mais de 2 mil rumo ao seu lar. O endereço Turiassu x Caraíbas vai aos poucos retomando aquele velho sentimento alviverde. Não é difícil achar olhares em direção às obras, e os pensamentos fáceis de prever, em breve estaremos fazendo a festa ali dentro. Após mais uma cerveja o pensamento volta à realidade, o comboio é formado, saímos em direção ao Estádio Municipal. Logo a tensão é deixada de lado após encontrar velhos amigos de Palestra. A caminhada segue sem riscos. Adentramos na canja, esta lotada, a pressão esperada não vêm. Eles estão ali, mas será eles mesmo? Desde antes da bola rolar, é nítida a apatia dos rivais. Do nosso lado a festa começa, pouco importa a situação ou o campeonato, temos que fazer nossa parte. A empolgação é tanta que chego a me perguntar porque eles estão tão calados. Dentro de campo recebemos um golpe. Mas em nada muda a situação, a festa é VERDE, chegamos ao empate na raça, merecemos soltar aquele grito, e logo a virada vem. É possível ver alguns deles incomodados com o barulho que fazemos. Mas não foi suficiente para segurar o resultado positivo porém deixamos claro para todos que estamos mais vivos do que nunca. A caminhada vai ser difícil, mas estaremos juntos.
Que a força das arquibancadas se misture com a raça nos gramados.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

10 anos em uma dúzia de frases.

Luxemburgo, Levi Culpi, 4x3 contra o vitória.
Jair Picerni, Marília, sport, botafogo. Voltamos.
Vagner Love, Lúcio (vagabundoo é o pior lateral do mundo).
Estevam Soares, Tite, Caio Jr., Leão...
Derrotas inexplicáveis, crises que não acabam..
Traffic, Paulistão, chileno e confusão....
Presidente/torcedor/economista, Libertadores, milagres do SANTO, eliminação, time do Paraguai??
Técnico papa-títulos, Brasileirão na mão, mas nem a vaga pra Libertadores...
Judas traidor, carteirinha da torcida rival???
Imprensa F.C. x SEP, a guerra começou...
Mudou o foco: Paulistão, Copa do Brasil, Sulamericana...
Mas Atlético-GO, virada em 'casa' Goiás....
Sem paciência, agressões aos vagabundos...
Casa em reforma, palhaços no comando.
Bigode de volta...
6x0????
Copa do Brasil!!! Volta por cima....
Mas aconteceu o pior e chegamos ao caos.... 
Hora de mudanças pra valer...

E agora?

Manhã fria, estamos no meio do feriado prolongado, dia normal? 
Não para nós, que acordamos como se tivesse levado uma surra. 
E de fato levamos uma surra durante 10 longos rounds anos, demos alguns golpes que nos encheram de esperança, mas sucumbimos e caímos nos últimos instantes do que gostaríamos que fosse o último round dessa história que não é a NOSSA HISTÓRIA, a HISTÓRIA que sempre ouvimos de nossos pais, avôs, tios, ou de qualquer um daqueles senhores que com aquele olhar cheio de entusiasmo encontra facilmente em suas lembranças as tantas alegrias que esse time já trouxe às gerações passadas, eles estufam o peito e soltam palavras mágicas que nos enchem de esperança e alegria Academia, Ademir, Luís Pereira, César Maluco, títulos e arrancadas heroicas. Sempre estarão na mente, mas e quanto aos últimos 10 anos (e 1 dia), ou pior, e quanto aos próximos 10 anos e 1 dia? O que teremos à dizer para nossos filhos, sobrinhos, netos?



Dia 1 D.F.

10 anos e 1 dia.
Eu não acreditava que isso iria acontecer, mas no fundo eu temia que poderia sim acontecer. E aconteceu. Ainda estou meio atordoado, imagino que a grande maioria também está. Noite tensa, mal humor, sono leve. Acordei de um pesadelo? Não caro PALESTRINO, infelizmente não foi um pesadelo. Aquela sensação que veio se tornando cada vez mais frequente nesses 10 anos e 1 dia esteve mais presente do nunca nessa manhã de segunda-feira. Cara inchada, sentimento inexplicável, a cabeça não para de pensar no que aconteceu. Como aquele vagabundo que vestia a 7 perdeu aqueles gols, que na verdade só iam prolongar nossa esperança por uma ou duas semanas no máximo. Não caímos por causa de 1 FDP, nem por causa de uma noite com a normal falta de inspiração dos meias que tiveram coragem de entrar em campo, muito menos pelas ações dos nossos zagueiros trapalhões. Caímos sim, mas temos de reagir.
Novos tempo começam nesse exato momento. 
São Paulo, dia 1 D.F. (depois do fim).